quinta-feira, 30 de maio de 2013

Educação Formal e Educação Informal

O primeiro comentário diz respeito à distinção entre educação formal e educação informal. Há, pelo menos, duas maneiras de entender essa distinção. De um lado, pode-se afirmar que educação formal é aquela ministrada em instituições especialmente criadas e organizadas com o objetivo de educar, a saber, escolas, educação informal é aquela que se realiza através de outras instituições, cuja finalidade precípua e principal talvez não seja a de educar, a saber, o lar, a igreja, a empresa, centros comunitários, etc. Não resta a menor dúvida de que pessoas educam-se, e são educadas, sem jamais freqüentar uma escola. Neste sentido, a chamada "educação sem escolas" não só sempre foi possível como sempre ocorreu e ainda ocorre em larga escala, e o apelo no sentido de que a educação, hoje em dia, se torne mais informal seria uma convocação de outras instituições (além da escola) a um maior envolvimento com o processo educacional, muitas vezes relegado, nos dias atuais, por razões várias, quase que exclusivamente à escola.
 
Acontece, porém, que a educação informal, neste sentido do termo, freqüentemente é bastante "formal" (em um sentido um pouco diferente do termo), ocorrendo de maneira bastante semelhante à utilizada nas escolas. Igrejas criam "Escolas Dominicais", "Classes de Catecismo", etc., as empresas e centros comunitários oferecem e ministram "Cursos", etc., onde há professores, alunos, ensino, salas de aula, em uma réplica quase perfeita do que acontece na escola propriamente dita. Nesses casos, a aprendizagem é promovida principalmente através do ensino, o qual, muitas vezes, assume feições altamente tradicionais. Neste sentido dos termos, portanto, não há muito que distinga educação formal de educação informal, além do fato de que a primeira ocorre em instituições criadas com a finalidade quase única de educar e a segunda em instituições que têm outros objetivos além do objetivo de educar, objetivos esses que se sobrepõem às suas tarefas educacionais.
 
Passemos, pois, à segunda maneira de entender a distinção entre educação formal e educação informal. Vimos, há alguns parágrafos, que a educação, embora implique, necessariamente, a aprendizagem, não implica, com igual necessidade, o ensino. Como o ensino é, segundo nossa análise, uma atividade intencional, a educação que se realiza através de atividades de ensino também é intencional, seja ela realizada na escola ou em outras instituições. Acabamos de mencionar o fato de que essas instituições não-escolares que se ocupam da educação muitas vezes o fazem de modo a imitar o que acontece na escola. Isto nos sugere uma outra maneira de entender a distinção em questão.
 
Educação formal seria aquela que se realiza através de atividades de ensino, e que se caracteriza, portanto, por ser intencional, ou melhor ainda, por ter a intenção de produzir a aprendizagem de conteúdos considerados valiosos. Educação informal, do outro lado, seria aquela que se realiza não-intencionalmente (ou, pelo menos, sem a intenção de educar), quando, em decorrência de atividades ou processos desenvolvidos sem a intenção de produzir a aprendizagem de algum conteúdo considerado valioso, pessoas vêm a aprender e compreender certos conteúdos considerados valiosos -- às vezes considerados de altíssimo valor. Essas atividades e esses processos podem ocorrer fora da escola, em outras instituições, ou de maneira inteiramente não institucionalizada, como também pode ocorrer dentro da própria escola. Em decorrência do modo pelo qual uma escola é organizada e administrada, ou da maneira pela qual professores e funcionários se comportam em relação uns aos outros e aos alunos, pessoas podem vir a aprender e compreender conteúdos considerados de grande valor, sem que houvesse, a qualquer momento, a intenção de que alguém aprendesse alguma coisa em conseqüência disto (o que não quer dizer que a forma de organização e administração da escola, ou o comportamento de seus professores e funcionários, seja não-intencional; freqüentemente é intencional, mas a intenção não é a de produzir a aprendizagem de conteúdos considerados valiosos). Freqüentemente, o exemplo de um professor é mais educacional do que os conteúdos que ele ensina, pois seus alunos podem aprender mais conteúdos valiosos (ou conteúdos mais valiosos) em decorrência da observação de suas atitudes e de seu comportamento do que em conseqüência de seu ensino. E embora o professor possa se comportar de uma ou outra maneira com a intenção de que seus alunos aprendam algo valioso em função de seu comportamento, o professor, freqüentemente, não tem esta intenção ao se comportar como o faz (o que, novamente, não quer dizer que seu comportamento não é intencional; pode sê-lo, mas em função de outras intenções). Pais freqüentemente procurar educar seus filhos, e grande parte das vezes tentam fazê-lo através do ensino (via de regra verbal). As atitudes, o comportamento dos pais, porém, podem ensejar a aprendizagem e compreensão de conteúdos muito valiosos, principalmente na área da moralidade, sem que os pais tenham a intenção de que seus filhos aprendam alguma coisa em decorrência da maneira pela qual se comportam. E assim por diante.
 
 
Fonte: http://wwwverdadespedagogicas.blogspot.com.br/2012/01/educacao-formal-e-educacao-informal.html, acessado dia 30 de maio de 2013 as 19h39.

Contribuição: Alexandra de Oliveira Polito

Jovens Incentivam Projetos de Educação Informal

Oito jovens de diferentes países da América Latina se juntaram para pensar em como resolver os problemas de educação da região. Envolvidos em iniciativas locais, eles decidiram criar o Deuk, projeto realizado em cinco países (Brasil, Espanha, México, Porto Rico e Colômbia), que pretende mobilizar, engajar e inspirar outros jovens latino-americanos por meio de experiências educativas não-formais. O programa é estruturado em três eixos: a realização de encontros temáticos, por meio dos representantes do Deuk em cada um dos países, a execução de seminários internacionais, anualmente, e, por fim, a criação de uma plataforma onde serão abrigadas as experiências inspiradoras. O primeiro seminário, inclusive, vai acontecer no segundo semestre deste ano no México.
 
O projeto Deuk surgiu a partir da inquietação dos jovens, que já realizavam projetos educativos em seus países. Em 2011, eles – que ainda não se conheciam– participaram do programa Bolsas para o Fortalecimento da Gestão Pública na América Latina, da Fundação Botín, que há quatro anos aposta na formação de jovens latino-americanos para atuar no setor público.

 

Oriundos de áreas distintas (engenharia, música, relações internacionais entre outras), os jovens decidiram “montar um projeto real, não sonhador”. “O estudante precisa entender que a educação se resume apenas à escola, que a simples ação de um jovem que ajuda outros amigos a andar de patins na rua, por exemplo, é uma iniciativa educativa”, afirma Rogelio Cantarol Castro, 23, representante do Deuk no México, graduado em relações internacionais.
 
“A educação informal hoje faz parte do mundo do jovem e precisa ser mais apoiada, ser levada do local para internacional. Nós, jovens latino-americanos, queremos divulgar mais projetos como esses e contribuir para a criação de novos.”
 
Por meio de encontros locais, desde o ano passado, os representantes vêm realizando formações com jovens e mapeando histórias educativas que podem ser replicadas em outros países. Até agora, já foram realizados sete encontros. No último mês, por exemplo, o representante do Deuk, no México, realizou um concurso com foco na oratória. Durante três semanas, 30 jovens participaram de oficinas sobre a importância da “arte de falar em público”, abordando temas como juventude e educação, o papel dos jovens no México contemporâneo, os valores da sociedade atual, jovens e liderança, equidade de gênero, paz e a construção de um projeto de vida.
 
Para dar apoio aos jovens, o programa conta ainda com outro braço, o de mentoria. Atualmente, 16 especialistas da Espanha, México, Brasil, Colômbia e Porto Rico atuam gratuitamente como consultores dos estudantes. “A educação informal hoje faz parte do mundo do jovem e precisa ser mais apoiada, ser levada do local para internacional. Nós, jovens latino-americanos, queremos divulgar mais projetos como esses e contribuir para a criação de novos”, diz Castro.
 
Plataforma
 
Neste ano, para celebrar o programa, será realizado o primeiro seminário internacional, no México, com 100 universitários, de 18 a 23 anos. O evento, agendado para o segundo semestre, pretende debater o cenário educacional em cada um dos países participantes, além de dar visibilidade às iniciativas realizadas pelos jovens, que precisarão estar envolvidos em algum projeto educativo. As inscrições serão abertas até o fim do primeiro semestre deste ano.
 
As melhores experiências darão vida à plataforma virtual, que passará a funcionar como um repositório de boas práticas de experiências não-formais, para que dessa forma, possam ser replicadas livremente em outras regiões. “Acreditamos que os jovens têm talento e bagagem que, muitas vezes, não são reconhecidos pelas instituições convencionais, mas que podem servir como combustível para que se mobilizem para a melhoria da educação em seus países”, afirma Castro.

Fonte: http://porvir.org/porfazer/jovens-querem-inspirar-projetos-de-educacao-informal/20130314, acessado dia 30 de maio de 2013 as 19h30.

Contribuição: Alexandra de Oliveira Polito

A escola da vida - Educação Não Formal

 

Na educação não-formal a cidadania é o objetivo principal, e ela é pensada em termos coletivos, se dá por meio da prática social. A educação não-formal caracteriza-se por não ter a importar em desenvolver um currículo predefinido, que se faz principalmente baseado em desejos, necessidades e interesses das pessoas que constituem os grupos envolvidos em ações e práticas desse campo educacional. As propostas da educação não-formal têm como objetivo central enriquecer a biografia dos indivíduos, ampliando a gama de vivências e experiências formativas de crianças, jovens, adultos e idosos. Nela destaca-se o encontro de gerações, a mistura de idades, a não obrigatoriedade de freqüência e a ocorrência de ações e experiências em espaços e tempos mais flexíveis, não restritos ou fixados por órgãos reguladores. Ela designa em um processo com diversas dimensões, que correspondem a suas áreas de abrangência, que são: a) a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; b) a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; c) a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; d) a aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal, escolar, em formas e espaços diferenciados; e) a educação desenvolvida na e pela mídia, em especial a eletrônica.


 O que diferencia a educação não-formal da informal é que na primeira existe a intencionalidade de dados sujeitos em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos, é define por uma ausência, em comparação ao que há na escola (algo que seria não-intencional, não-planejamento, não-estruturado), tomando como único paradigma à educação formal. A educação informal decorre de processos espontâneos ou naturais, ainda que seja carregada de valores e representações, como é o caso da educação familiar, por exemplo, a educação transmitida pelos pais na família, no convívio com amigos, clubes, teatros, leitura de jornais, livros, revistas etc.

Para fins didáticos os campos da educação não-formal dividem-se em: destinado a alfabetizar ou transmitir conhecimentos que historicamente tem sido sistematizado pelos homens e mulheres, planejados para as clientelas sujeitos das ações educativas, com uma estrutura e uma organização distinta das organizações escolares, abrangendo a área que se convencionou chamar de educação popular e educação de jovens e adultos, e, abrange a educação gerada no processo de participação social, em ações coletivas não voltadas para o aprendizado de conteúdos da educação formal.

Cita Maria da Glória Gohn, “Até os anos 80, a educação não-formal foi um campo de menor importância no Brasil, tanto nas políticas públicas quanto entre os educadores… Em alguns momentos, algumas luzes foram lançadas sobre a educação não-formal, mas ela era vista como uma extensão da educação formal, desenvolvida em espaços exteriores ás unidades escolares”. (p.91)

Antes esta educação era vista como uma união de processos esboçados de obtenção à participação indivíduos em áreas de extensão rural, animação comunitária, treinamento vocacional ou técnico, educação básica, planejamento familiar etc.

Nos anos 90, a educação não-formal alcançou modificação na economia, na sociedade e na área trabalhista, passando-se a estimular os processos de aprendizagem em grupos e a dar-se amplo destaque aos valores culturais que articulam as ações dos indivíduos. Falou-se de uma inovação na cultura organizacional que, em geral, exige a aprendizagem de habilidades extra-escolares. Têm colaborado também agencias e organismos internacionais, como a ONU e a UNESCO, bem como alguns estudiosos.

No Brasil, a educação não-formal nos últimos anos, vem se caracterizando por propostas de trabalho voltadas para a camada mais pobre da população, promovidas pelo setor público ou idealizadas por diferentes segmentos da sociedade civil, muitas vezes em parceria, com o setor privado, desde ONGs a grupos religiosos e instituições que mantêm parcerias com empresas. A divulgação também vem sendo explorada pela atuação da educação não-formal, preocupação e ações relativas a questões que envolvem a ecologia e problemas com o meio ambiente
  

Carlos Andrade é professor da equipe de Redação de Pesquisas e Materiais de Embasamento. Aproveite nossos artigos para escolher um tema de monografia e TCC ou ainda para coletar dicas de como escrever monografia e  de formatação de monografia.
 
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE RUA

ESTUDO DE UM PROJETO SOCIAL VOLTADO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RUA

O presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa realizada em um projeto social de Educação Não-Formal voltado para crianças e adolescentes em situação de rua, no município de Vitória – ES.

O objetivo da pesquisa foi conhecer e analisar esse projeto social em seus diversos aspectos. Os dados foram coletados por meio de observação e entrevistas realizadas com os responsáveis e funcionários do projeto investigado.

Constatou-se que o projeto possui uma equipe diversificada em sua formação e empenhada nas funções de cuidado e atendimento psicossocial, dentro da perspectiva da Educação Não-Formal. Verificou-se também que as atividades desenvolvidas nesse projeto visam promover o acesso à cultura, à arte, ao lazer e à informação.

Acessem o link abaixo e vejam o conteúdo na integra:

Paralelo entre Educação Formal, Informal e Não Formal


Contribuição: Luiz Gustavo Lessa

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Educação Não Formal

A educação não formal resulta, por exemplo, da iniciativa de grupos que se empenham na alfabetização de adultos, de empresas que oferecem cursos de aperfeiçoamento de habilidades para seus empregados, de igrejas, que reúne fieis para ensino religioso, de comunidades que preparam jovens para o exercício da cidadania.


Esse procedimento abrange também as iniciativas de sindicatos, partidos políticos, da mídia – quando ao lado da programação habitual de entretenimento, oferece cursos específicos – e ate das escolas, quando abrem seu espaço em fins de semana para atividades com a comunidade. A maior importância da educação não-formal está ma possibilidade de criação de novos conhecimentos, ou seja, a criatividade humana passa pela educação não-formal. A Educação transmitida pelos pais na família, no convívio com amigos, clubes, teatros, leitura de jornais, livros, revistas etc. são considerados como temas da educação informal. A educação não-formal existe intencionalidade de dados sujeitos, em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos. Usualmente se define a educação não-formal por uma ausência, em comparação ao que há na escola (algo que seria não-intencional, não planejado, não estruturado), tomando como único paradigma a educação formal.


Ao estudarmos a educação não-formal desenvolvida junto a grupos sociais organizados, ou movimentos sociais devemos atentar para as questões das metodologias e modos de funcionamento por serem um dos aspectos mais relevante do processo de aprendizagem.

Contribuição: Luiz Gustavo Lessa

Educação Informal

O que é a Educação informal? 
 
A educação informal possui muitas significações distintas. Autores como Brandão (1985), definem como sendo aquela que está relacionada com o processo “livre” de transmissão de certos saberes, tais como: a fala comum a um dado grupo, as tradições culturais e demais comportamentos característicos das diversas comunidades presentes em uma sociedade.
 
Outros como Furter (1978) definem como sendo todo e qualquer processo educativo ocorrido em instituições que não pertençam as Redes Escolares de Ensino (escolas federais, municipais e estaduais além de escolas privadas credenciadas pelos órgãos educacionais competentes).
 
É realizada na família, como primeiro e privilegiado espaço de transmissão da cultura, se estendendo ainda no convívio com amigos, nas atividades de trabalho e lazer, nos veículos de informação, etc.
 
A educação informal caracteriza-se por não ser intencional ou organizada, mas casual e empírica, exercida a partir das vivências, de modo espontâneo.
Educação informal abrange todas as possibilidades educativas, no decurso da vida do indivíduo, construindo um processo permanente e não organizado.
 
Assistemática também conhecida como informal, não se tem um cronograma ou uma intenção definida ela se dá de maneira aleatória (assistemática), ex.: na família, nas igrejas na nossa comunidade, etc.

Contribuição: Luiz Gustavo Lessa